terça-feira, 15 de fevereiro de 2011




SOLIDÃO CONTENTE

O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
Ivan Martins
É editor-executivo de ÉPOCA

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.



Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

sábado, 12 de junho de 2010

Testando o Picasa

Muito bom!! Fácil demais...

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Projeto Viva Verão - Biblioteca Cidadã na Areia.

Em Caiobá, entre uma pancada de chuva e outra:
O Menino do Dedo Verde.

A cidade de Mirapólvora, apresentada por Sr. Papai e Dona Mamãe...




Sr. Bigode e Sr. Trovões ao fundo.
E Tistu, deitadão, tomando uma brisa do mar...






segunda-feira, 19 de abril de 2010

Festa Encerramento da Escola Cidadã 2009.

Esse é o mundo da criança que eu criei.
Esses cataventos foram feitos pela turminha do 1º ano.

As nuvens foram feitas pelo Grupo 3.


Povo super animado montando o cenário...


Ela se inspirou na Arvore da Vida do Gustav Klimt...
Será que deu certo?
O grupo 2 e 3 ajudaram a confeccionar os galhos.






Minha escola, meu jardim.

Alunos da 4ª série de 2009.

O resultado do trabalho.

Todo mundo na labuta.


Essa foi uma atividade que envolveu os estudantes no cuidado com a escola.
Além da delícia de se trabalhar na terra, as crianças conviveram prazerosamente
com os colegas e a professora. Aceitando as diferenças e respeitando a todos.
Valeu, galera!!

sábado, 24 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As profes e as araucárias...







Araucária city

Olha as minhas crianças de Araucária.

Fofos na foto... hahaha
Esse de baixo, momentos antes de quebrar o cotovelo na cama elástica.
Anjinho!!
Garotas muito gatas nas bolinhas coloridas...


Medindo o pé prá ver se dá.


Essa é a mais gata garota da escola.



sábado, 16 de maio de 2009

Biblioteca Cidadã na Areia

Projeto sucesso total!!

Em quatro semanas no litoral,
foi provado que o brasileiro não lê porque não tem acesso.
O povo se jogou nos livros e as bibliotecas estavam sempre cheias.
Vida longa a essa ideia, que não é apenas um projeto,
é uma aula de cidadania.

Lis em plena ação, apresentando Tistu e sua saga ecológica.

Cidade de Mirapólvora.

Equipe reunida: Kátia, Ana Rosa, querido coordenador Diniz,
Nei Mendes (companheiro de aventuras) e eu mesm...

Pacata Ilha do Mel, perfeita prá ler um bom livro.

Nei e Dair, gente boa, da melhor qualidade...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mais Biblioteca Cidadã na Areia!

Oficina básica após a história.
Olha o público interessado aí!!
Fantoche de papel= criança feliz!

Parecem gêmeos!!

Até o Felipe participou!!